sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Fechamento do Seminário - Documentos de Identidade

Queridas Alunas das Disciplinas: Teorias do currículo e Políticas Educacionais 1.
O texto que segue, aponta para muitas questões que foram tratadas ao longo do semestre.
Desfrutem desta leitura procurando fazer as conecções necessárias.
Aproveitem para fazer seus comentários e postagens.
Deixo aqui o meu registro positivo quanto aos conteúdos desenvolvidos e as apresentações dos grupos.
Boa leitura!!!!
> Revista Gestão Universitária, Edição 246
clipping.editau.com.br

Escola e Educação

Claudionor Brito da Silva Junior / Edilma Cotrim da Silva


Ao mencionarmos sobre escola ou educação, sempre há uma confusão conceitual, pois os conceitos são fundidos em um só. Para melhor compreensão, vamos retomar a definição própria de cada um desses conceitos. A educação sempre esteve presente em todos os fóruns sociais. Ela é uma atividade humana que caminha junto com a evolução das sociedades e em quaisquer circunstâncias das nossas vidas está presente. Na perspectiva deste estudo, é preciso deixar de lado as numerosas definições de educação, há de se criar um limite conceitual, atendendo ao sentido amplo, onde educação diz respeito à existência. Assim, de acordo com BRANDÃO (1993. p. 42), a educação: É um processo pelo qual a sociedade forma seus membros à sua imagem e em função dos seus interesses, ou seja, o processo pelo qual a sociedade atua constantemente sobre o desenvolvimento do ser humano no intento de integrá-lo no modo de ser social vigente e de conduzi-lo a aceitar e buscar os fins coletivos.” Diante da organização das sociedades, esse conceito sofreu várias modificações, e na prática encontramos um sistema educacional veiculando interesses políticos, econômicos e sociais que, em detrimento do poder, suplanta o interesse das pessoas e dos grupos sociais. Para materialização dessa prática, utiliza-se do espaço físico chamado escola, que se constitui de um estabelecimento público, ou privado onde se ministra o ensino coletivo e sistemático.




O que passa a interessar neste trabalho é o estabelecimento público, ou escola pública, compreendida como um espaço que encerra uma dimensão que significa aquilo que é comum a um povo, ou seja, sua cultura, suas crenças, seus valores e seus desejos. Interessa também esclarecer que alunos trabalhadores rurais são crianças ainda menores de idade que dividem o seu tempo entre freqüentar a escola regularmente e auxiliar seus familiares na lide do campo ou com prestações de serviços a outrem com o intuito de aumentar a renda doméstica. É bom lembrar que me atenho àqueles da 1ª. à 4ª. séries do ensino fundamental, uma vez que contamos, especialmente no Nordeste, com poucas escolas rurais que dão continuidade a essas séries.



Cabe dizer que escola, nesse espaço de estudo, é concebida como uma organização que detém, em sua estrutura física, itens pedagógicos e filosóficos como: a sua finalidade, que é a de adequar as necessidades individuais ao meio, e para isso a vida é a atriz principal; os conteúdos de ensino, que deverão ser estabelecidos em função de experiências que os atores sociais vivenciam; os métodos de ensino onde se priorize o “aprender fazer fazendo” e as relações entre professor e aluno, ressaltando que o papel do professor é auxiliar na construção do conhecimento, priorizando as decisões do grupo. Como bem define FREIRE (1987), a Escola é um espaço para onde as crianças e os jovens, os professores, todos gostem de ir e sintam que é sua, não a abandonam e dela não se deixam expulsar. É esperado que a educação ministrada pela escola seja a principal influência no desenvolvimento bem sucedido do ser humano, oferecendo boas perspectivas para diminuir as estatísticas dos que estão à margem da sociedade. A escola, portanto, só poderia assumir sua função cultural e formadora em conexão com os interesses da comunidade na qual ela está inserida. Dentro de uma sociedade com divisões de classe, a exemplo do Brasil, não há interesse em formar indivíduos com iguais oportunidades, daí o saber passa a ser privilégio de um grupo, ainda como diz BRANDÃO (1993. p.33) “Assim, aos poucos acontece com a educação o que acontece com todas as outras práticas sociais (a medicina, a religião, o bem-estar, o lazer) sobre as quais um dia surge um interesse político de controle.”



É desse interesse político que se define o grupo que tem o direito e o poder de legislar sobre a educação, ou seja, de definir aquilo em que deve consistir a educação institucionalizada, escolarizada. Dessa forma o desenvolvimento educativo está vinculado ao sistema político ideológico e não ao sistema produtivo. Cria-se, portanto, uma educação massificadora sem levar em conta as diversidades e diferenças inerentes ao contexto de um país. Com currículos centralmente planejados, a escola se torna uma massa amorfa, perdendo, assim, a individualidade. No momento em que a educação se materializa na prática educativa dentro do universo escolar, ela passa a constituir formas concretas, surgindo as contradições, ou seja, é no exercício dessa prática que vão se produzindo e reafirmando as desigualdades. Nesse contexto a aprendizagem é realizada isoladamente das realidades de vidas. As escolas separam o trabalho intelectual do manual. Diz FREIRE (1987. p. 57): (...) “O educador aparece como seu indiscutível agente, como o seu real sujeito, cuja tarefa indeclinável é “encher” os educandos dos conteúdos de sua narração. Conteúdos que são retalhos de realidade desconectados da totalidade em que se engendram e em cuja visão ganhariam significação.” (...).



Ao formar o divisor que separa a escola da comunidade, fica impossibilitada a ligação entre a vida cotidiana e a organização escolar. Dentro desse cenário comprometido, aparece a educação desenvolvida nas escolas inseridas no meio rural. Por ser apenas uma extensão da escola planejada para a cidade, em pouco se modifica, é uma repetição da escola urbana, importando também os seus erros, o que muda é o espaço físico e a falta de recursos materiais. Em um canto qualquer, numa casa abandonada, num quarto na casa da professora, ou na Igreja alojam-se os alunos e institui-se que ali é a escola. Numa prática ritualizada, todos têm que permanecer nesse espaço durante quatro horas diariamente. Inspiro-me em ARROYO (1991. p.41) quando ele diz que “uma escola possível para o povo tem que começar por criar condições para sua existência material, sem a qual será romântico reprogramar alternativas pedagógicas inovadoras”.(...). Essa realidade apresentada se evidencia com mais freqüência nas regiões Norte e Nordeste brasileiras. Quando não são os espaços físicos impeditivos para a efetivação adequada da escola, são as condições de vida impostas pelo trabalho no campo.



Quando se vencem todas essas dificuldades, a concretização da prática se esbarra nos currículos unificados que são desenvolvidos na comunidade rural, contemplando o aluno como se estivesse num vazio cultural e histórico, condenados a um interminável isolamento social. Na Construção da Pedagogia da Autonomia, FREIRE (1992) diz que é preciso considerar o aluno não como ser cognitivo ou psicológico, mas como humano que sente, faz, deseja, sonha, aprende, erra, chora, constrói, desconstrói, um humano incompleto, inacabado, como tudo que o cerca. Ao contemplar um currículo abstrato, academicista, influenciado apenas por aqueles que o programaram, onde os principais atores são ignorados nos seus conteúdos culturais e existenciais, a escola no meio rural nega a possibilidade de uma transformação pessoal e social. Conseqüentemente, no exercício dessa prática adversa, o educando é marginalizado, excluído. Ao negar os saberes construídos na prática social do camponês, a escola separa o saber produzido nas práticas sociais do saber escolar, gerando a contradição do que ela propõe que é a integração do ser humano como um todo. Lembro o que diz GRAMSCI (1978. p. 420) sobre o trabalho: “é a forma própria através da qual o homem participa ativamente na vida da natureza, visando transformá-la e socializá-la cada vez mais profunda e extensamente”. Desprezar o trabalho como fonte de construção do saber na prática escolar faz com que a aprendizagem ocorra desconexa da realidade de vida. A equivalência entre o aprendido dentro de sala com o aprendido fora não existe, é negada a construção de conhecimento a partir dos saberes preexistentes no contexto cultural, no momento em que são desconhecidos os principais elementos da prática social da comunidade: sua religiosidade, lazer, conflitos, sua história e suas aspirações, elementos esses significativos e que se articulam com os conteúdos propostos pela escola.



A efetivação da prática, principalmente no meio rural, ignora os principais elementos que compõem o universo da comunidade como foi colocado nos resultados de pesquisa apresentados por GATTI (1993. p. 135): “O ensino se realiza exclusivamente em sala de aula, não se utilizando, em nenhum momento, dos espaços sociais disponíveis. Presa aos conteúdos veiculados nos livros didáticos, a professora não fazia uso de situações cotidianas (trabalho, lazer, etc) nem de materiais acessíveis no meio ecológico e social para incentivar a criatividade, expandir a compreensão ou mesmo promover a observação e experimentação, elementos indispensáveis ao raciocínio e à crítica da experiência.” Há uma falta de transparência nos objetivos educacionais. A aprendizagem se realiza alheia às realidades da vida. A cada dia aumenta a queixa pelo descaso dos alunos frente aos conteúdos estudados e pela falta de interesse em freqüentar a escola. A escola que se propõe ser um fator de desenvolvimento e atender às solicitações de seus atores, ajudar e incentivar a permanência e fixação do homem no seu contexto social, ao exercitar a sua prática, colabora de forma acentuada para a destituição de identidade desse povo, incentivando a emigração deste para outro contexto. Fica claro que não é só da escola a responsabilidade do êxodo rural, ela é uma peça a mais no processo que força a constituição dessa prática. Há um movimento em descompasso no contexto da educação onde estão em jogo os significados do social, do humano e principalmente da cultura. Há uma tendência, nesse novo contexto, de desconstruir o ser humano, ao impor uma cultura globalizada e de interpretar o mundo com o olhar dos que colonizam ou dominam.



Antes de atribuir razões diversas para explicar por que o aluno não demonstra interesse nos conteúdos estudados, é preciso ter consciência de que a ótica do aluno não é a que ele deseja e sim a que ele construiu dentro das suas relações sociais, da sua subjetividade e de seu meio ambiente. Explicar essas razões requer uma compreensão mais profunda do universo que constitui essas pessoas. As conseqüências geradas por esse contexto problemático da educação não são alheias ao governo, pois o seu papel é administrar esse sistema e zelar para que produza, de forma consistente, o domínio central de conhecimentos pela grande maioria dos alunos. Os resultados apresentados são comprometedores. Portanto, de forma consciente continua a repetição dos erros do passado. Precisa-se entender que para a busca de soluções é preciso ter clareza sobre o papel do governo, pois não é sua missão nem seu interesse desenvolver metodologias e técnicas pedagógicas inovadoras, como nos mostra ARROYO (1991, p.18): “Temos consciência de que esse sistema escolar nasceu e se estruturou marcado por interesse de classe. Não foi montado para servir às classes trabalhadoras, mas aos futuros dirigentes, executivos, profissionais e teóricos da burguesia.”



Como diagnóstico dos resultados negativos apresentados pela escola, foi atribuída ao povo a responsabilidade, pois o Estado passa a ser inocentado diante da evasão, defasagem e fracasso, de vítima ele passa a ser réu. Atualmente presenciamos o governo impor a avaliação institucional, e os resultados, quando negativos, são atribuídos ao despreparo dos professores, à falta de empenho dos alunos ou à má administração dos reitores e diretores, em nenhum momento é atribuído qualquer tipo de responsabilidade ao governo. O aluno é visto como atrasado, carente, lento para aprender, sem informação e sem herança cultural. como se tudo estivesse garantido para que isso não acontecesse. Diante dos fatos, as políticas educacionais se voltam para tentar suprir essas deficiências geradas. Só que, ao tentar corrigir essas distorções, usam de expedientes que comprovadamente não deram certo; a exemplo podemos citar os inúmeros projetos já executados, tanto aqui no Nordeste, como em outras regiões do país. Ao lidar com adversidades e culturas diferentes, não podemos acreditar que com decreto se possa resolver esse tipo de problema. As discussões pós-modernas trazidas por SILVA (1998), SILVA (et al. 1999) e outros têm mostrado como a prática educativa interfere na produção da subjetividade e identidade. Esse movimento pode ser negativo ou positivo, tendo em vista o questionamento de que tipo de identidade tem sido formado. Quem tem sido beneficiado? Certamente, não se pode mais desejar que rotinas e rituais escolares continuem a contribuir com a adoção de posicionamentos que ignorem aqueles que se sentam nos bancos das escolas públicas, destituindo-os de sua identidade.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Ser professor nos dias atuais

> Revista Gestão Universitária, Edição 245


Ser professor nos dias atuais

Escrito por Jurandir dos Santos

O quadro atual da sociedade é marcado pelo ritmo alucinante da globalização da economia, crescente urbanização e revolução tecnológica. Ser professor diante desse cenário é questionar sobre o que não vai bem: desde as perdas de importantes valores, a miséria, o desemprego, as desigualdades sociais, os medos, as tensões, os conflitos, as violências, o crescimento incessante da sociedade do consumo, a redução do espaço público e a degradação de nossas liberdades. Além de saber ensinar bem, dominando os conteúdos e sendo didático, o professor deve mediar entre as capacidades já existentes e os novos e mais complexos desafios.



Educar para a vida e não somente com os conteúdos ensinados na escola. É importante que ele motive os alunos, com ênfase no papel formativo da escola da atualidade. No entanto, proporcionar uma nova forma de ensinar, implica, necessariamente, em uma nova forma de aprender. Portanto, o professor nos dias atuais tem que ser inovador para atuar de forma criativa no preparo de novas respostas que as diferentes situações exigem. Trata-se de detectar que questões precisam ser resolvidas no âmbito da prática social e nos conhecimentos que são necessários dominar.



Trabalhar com seus alunos o conceito de “práxis” e considerar o homem um ser incompleto, inconcluso, inacabado, sujeito e ao mesmo tempo, produto da sua história, com visão e ação transformadora, de si e do mundo, com infinitas possibilidades de crescimento e desenvolvimento. Necessitamos para os dias atuais de professores promotores daquela qualidade que provoca aprendizagem significativa no aluno, no seu processo de desenvolvimento pessoal, no âmbito intelectual, social, ético, afetivo, físico e motor. Capaz de ensinar de forma competente para atingir os objetivos propostos e fazer sentido na vida das pessoas.



Para exercer o poder formativo que está em nossas mãos é importante lembrar que a arte de educar não é um ato ingênuo, mas sim uma ação intencional, com objetivos políticos, econômicos e sociais, o que possibilita ao indivíduo transformar sua realidade e, consequentemente, o mundo em que vive. Nesse sentido, uma educação emancipadora, participativa, democrática e de boa qualidade tende a instrumentar o aluno para ampliar a visão de homem e de mundo, de forma crítica, enriquecida e contextualizada com os problemas e questões da atualidade, além de reforçar a responsabilidade social e ambiental que ele deve ter como garantia do exercício dos seus direitos e deveres por meio da cidadania.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Teoria do Currículo

Na manhã da última sexta-feira dia 15/ 10/ 2010, participamos de um grande debate com a temática do texto: "Currículo, conhecimento, cultura Estabelecendo diferenças, produzindo identidades" (de Filomena Moita), ministrado pela professora Maria Inês.
A atividade foi muito dinâmica, onde abordamos e discutimos assuntos bem pertinentes a escola, currículo e educação, entre eles:

* Sociedade do espetáculo;
* Ambiguidade na educação;
* Manifestações e relações de saber X poder no curriculo;
* Visão estruturalista X pós-estruturalista do currículo

Bjssss Alessandra, Aline, Cris e Graci.

Um convite para a reflexão

> Gazeta de Cuiabá, 18/10/2010 - Cuiabá MT
Pense no professor...
Irene Baleroni Cajal
De um lado: Pense em quem, de cinquenta em cinquenta minutos, "enfrenta" de trinta a quarenta alunos que nem sempre desejam estar na sala de aula. Pense em quem repete várias vezes uma explicação, um comando porque um ou outro menino não está prestando atenção. Pense em quem inúmeras vezes tem que rogar por silêncio e impor disciplina para que o trabalho seja produtivo. Pense em quem não pode atrasar-se, ter preguiça, ficar doente, matar aula, permitir-se errar, muito menos ter dúvidas. Pense em quem leva para casa deveres, como preparar aulas, elaborar provas, corrigir provas e trabalhos, lançar notas, fazer relatórios e não pode atrasar ou deixar de fazer. Pense em quem vive sendo observado e cobrado pelos diversos setores com os quais lida no dia a dia, inclusive pelos alunos. Pense em quem deve sempre estudar, atualizar-se, estar antenado com o que acontece no mundo, ser empreendedor, ser simpático, sorrir. Pense em quem tem que tornar-se expert em informática, elaborar aulas em power point, criar blogs para atender alunos, acessar twitter, viver em meio a bits e bytes. Pense em quem, por ter escolhido essa profissão, precisa trabalhar em três turnos diários para garantir uma vida confortável aos seus.

De outro lado: Pense em quem vez ou outra ouve comentários como "Puxa, já tocou o sinal?". Pense em quem vez ou outra recebe elogios de pais e até de alunos. Pense em quem vez ou outra é lembrado pela coordenação ou direção escolar como profissional competente. Pense em quem vai além do que a obrigação exige e vez ou outra alguém consegue ver isso.

Pense em quem vez ou outra é parado na rua por gritos de "Professor, professor!", único
profissional com quem isso acontece. Pena que o segundo lado seja tão menor do que o primeiro. Isso mostra que o professor hoje carece de reconhecimento profissional. O reconhecimento que toda a sociedade deve ao professor baseia-se no respeito e na admiração. O respeito vem de seu conhecimento, de sua constante busca de aprimoramento, de sua dedicação à escola e aos alunos, de ser um eterno aprendiz. A admiração vem de sua habilidade de ensinar, de sua paciência e tolerância, de suas aulas reinventadas, de sua paixão pelo que faz. O que move o professor é acreditar que o que está fazendo vai contribuir para mudar o mundo, deixá-lo mais fraterno, menos desigual, mais inteligente, menos triste. Ironizando um pouco, professor, tenha bom humor! Com bom humor, quem sabe você supera dificuldades e vence os desafios diários de ser professor.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Teoria do Currículo - Gabriele Meireles

A EDUCAÇÃO ESCOLAR NA VIIRADA DO SÉCULO

A função da escola é voltada para aprender ou obedecer? a falta de sentido de uma escola que trata de temas que nada dizem aos jovens conteúdos e matérias que são esquecidos logo após as avaliações.
A necessidade de uma escola que alimente a sua curiosidade e lhe ofereça oportunidade de pensar, tendo tantos estimulos fora da escola pensando por esse lado ela deve fazer-se mais criativa e aconxegante.
Todos sabemos a diferença entre memorizar e aprender, repetir e pensar, reconhecemos também a educação que mantinhamos antes e a que temos agora, sendo assim pouco evolui. Talvez pudessemos avançar mais se ouvissemos nossos alunos não impedindo-os de dizer o que esperam da escola.
Dentro deste contexto os professores são identificados e atribuidos  a papéis de reluta, pois são caracterizados por seus alunos apenas como transmissores de conteúdos. Devemos levar em conta os diversos artefatos que ajudam e agravam não só a educação mas também outros campos encontrados na sociedade.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Políticas Educacionais. Reforma anos 90.

Postado por Ana Paula Vasconcellos.

A década de 90 é marcada por uma série de reformas na educação pelo governo do Brasil, envolvendo mudanças em vários níveis e modalidades de ensino. Em função das mudanças no sistema político e econômico. As transformações nos processos tecnológicos, de produção e organização de trabalho, reflexos do sistema capitalista, apontavam um padrão de concorrência de um mercado que começava a se globalizar. Exigia então novos padrões de educação.
A conferência mundial sobre educação para todos em jontien, 1990, foi o marco das reformas educacionais. Foi sugerido nessa conferencia uma educação com equidade social, que muda o foco da educação. A educação passa a ser proporcionadora de “uma vida melhor”.
Não nos esquecendo que essas reformas tem como principais agentes, as agencias multilareais, que elaboram estratégias e diretrizes a serem seguidas e tratam os paises subdesenvolvidos de forma homogênea, sem considerar suas particularidades históricas.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

MÉTODO DE PROJETOS- PLANEJAMENTO EDUCACIONAL

A Pedagogia dos projetos vai além de uma técnica atraente para transmissão dos conteúdos, como muitos pensam, a proposta é promover uma diferença na maneira de pensar e repensar a escola e  o currículo na prática pedagógica. Com a reinterpretação atual da metodologia, esse movimento tem fornecido subsídios para uma pedagogia dinâmica, centrada na criatividade e nas atividades discentes, numa perspectiva de construção do conhecimento pelos alunos, mais do que na transmissão dos conhecimentos pelo professor.
Amanda de Oliveira, Eveline Finger,  Iara Oliveira dos Santos e Juliana Aresi.
video

Historia da Educação

O conteudo da  historia da educação vem a contribuir muito com pedagogia,verificando de onde surgiu toda essa educação historica  e podemos estar se  atualizando para com mundo de nossas crianças.
Podemos visualisar melhor com os dias de hoje a educação e a historia no brasil com mais enfasê.Segundo a autora Maria aranha:

Brasil:catequese e inicio da colonização

Nessa época a educação não era colocada em primeiro lugar pois o trabalho na agricultura não exigia uma formação especial.Mesmo assim enviavam religiosos para o trabalho missionário e pedagógico,para impedir o desvio fé catolica.

Jennifer Nunes

História da Educação II

 Os jesuítas e a educação da alma:

Os jesuítas colaboraram bastante com a educação, fizeram um bom trabalho quando começaram a dar suas aulas, eles fizeram com que os índios aprendessem a ler e escrever e com isso faziam com que eles se socializasem.
O Império  e a Formação da Elite:

Fazendo uma relação entre a época em que se passava a educação primária e os tempos de hoje, percebo que hoje a qualificação dos professores é bem maior do que antigamente, pois naquela época os professores não possuiam uma qualificação adequada para dar suas aulas, eles elaboravam os conteúdos com seus próprios conhecimentos, já hoje o professor não pode dar suas aulas sem ter uma qualificação adequada e tendo um bom conteúdo.

Postado por Patricia Lucas de Vargas

Politicas Educacionais

Os arautos da reforma e a consolidação do consenso:Entre os educadores vários intelectuais tiveram participação expressiva no processo de produção e difusão de um discurso que justificasse a reforma dos anos de 1990.O percurso realizado nos mostra que não houve nenhum imediatismo nas medidas implantadas na educação.O que nos permite concluir que a educação continua sendo assunto de estado.Sempre com a estratégia de envolver a sociedade civil,inclusive trabalhadores, para confundir e inibir movimentos de resistência.
postado por: Magda R Vieira

História da Educação II

Estamos lendo o livro de Paulo Freire "Pedagogia da Autonomia" para fazer um seminario em que trocaremos ideias principais e logo após faremos uma resenha.

Paulo Freire mostra que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua produção ou a sua construção; que formar um aluno é muito mais que treinar e depositar conhecimentos simplesmente ; que quem ensina aprende ao ensinar e que quem aprende ensina ao aprender.

Está sendo um livro de prazerosa leitura, e de grandes  conhecimentos nas práticas pedagógicas,  está me mostrando a importância de me questionar e de ser capaz de decidir qual é o melhor caminho a seguir..
Tamara Andrade

História da Educação II

Considero que a disciplina de História da Educação II neste semestre é muito importante, pois nos mostra a história da educação no Brasil, como era há séculos atrás e assim podemos fazer uma comparação com a educação nos dias de hoje. Cosegui perceber que a chegada dos Jesuítas no Brasil foi um marco na educação, eram muito oragnizados e auto-suficientes. Já com a educação do Império vi que com a chegada da Família Real foi quando começou a preocupação do com a educação devido a preocupação da educação da elite, e que o ensino primário foi deixado a cargo da província, por isso foi pouco difundido.E que nada se fazia pela formação dos professores nessa época. Faço a relação com os dias de hoje como já havia dito e comparo com a atual situação dos professores no Brasil. Uma  realidade que vivemos hoje, infelizmente.Mas como educadora estou aqui para um dia poder mudar esta realidade nos Brasil.

Juliane Proença

A História da Educação no Brasil e sua relação com os dias atuais



Para compreender a educação atual no Brasil devemos antes fazer um paralelo entre os primeiros períodos da história da educação, já que se trata de um processo evolutivo e ainda permanece como referência nos dias atuais.
“A história da educação no Brasil começou em 1549 com a chegada dos primeiros padres jesuítas, inaugurando uma fase que haveria de deixar marcas profundas na cultura e civilização do país. Movidos por intenso sentimento religioso de propagação da fé cristã, durante mais de 200 anos, os jesuítas foram praticamente um dos primeiros educadores do Brasil. Embora tivessem fundado inúmeras escolas de ler, contar e escrever, a prioridade dos jesuítas foi sempre à escola secundária, grau do ensino onde eles organizaram uma rede de colégios reconhecida por sua qualidade, alguns dos quais chegaram mesmo a oferecer modalidades de estudos equivalentes ao nível superior.”
 Os índios eram vistos como algo para ser moldado conforme o que os seus educadores consideravam certo onde o educador era a fonte do saber e o aluno um mero receptor de conhecimento.
Se pararmos para pensar e fazer uma comparação, a forma de educação atual não prevalece tão distante, ainda em muitas escolas a visão do professor como um transmissor de conhecimento e o aluno visto como alguém que esta em sala de aula para aprender da forma que é imposta, sem considerar e respeitar as diferenças e o tempo de cada um e ver no aluno alguém que pode sim contribuir a sua forma com a educação, muitos professores ainda não tem consciência que  cada aluno é diferentes e cada vez mais essa realidade esta presente em sala de aula com a proposta de inclusão, mas o fato é que a sociedade atual ainda não está preparada para respeitar estas diferenças e aceitar que cada aluno é capaz de pensar e tirar suas conclusões, e que a ideia de turmas homogenias com alunos do mesmo nível de conhecimento não é na minha opinião uma forma verdadeira de ensinar.


Sara Gonçalves

História da Educação II Impressões...

Olá!
Esta é uma disciplina que nos dá uma visão e a evolução da Pedagogia desde o descobrimento do Brasil até os dias de hoje; já vimos e aprendemos que os Jesuítas aqui chegaram lá em 1500 e deixaram sua marca: um legado de ensinamentos aos Índios tiveram erros, acertos, fizeram o que a seu modo era necessário para educar e ensinar a sociedade na época mas não posso deixar de ressaltar que ensinaram aos Índios sua crença e sua escrita, depois dos Jesuítas tivemos uma forte influência da Inglaterra na formação da educação da elite porque os ingleses pensavam na educação dos trabalhadores ,eles, já pensavam que trabalhando na educação básica da população formariam no futuro uma sociedade melhor e pensante quem sabe?
Esta é minha primeira impressão sobre a disciplina um forte abraço a todos e aguardo seus comentários, Aline Soares!

HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO

                           A EXPULSÃO DOS JESUÍTAS NO BRASIL:

       COM A EXPULSÃO DOS JESUÍTAS NENHUM SISTEMA PASSOU A EXISTIR. CADA AULA RÉGIA CONSTITUIA UMA UNIDADE DE ENSINO, COMOPROFESSOR ÚNICO, INSTALADA PARA DETERMINADA DISCIPLINA. ERA AUTÔNOMA E ISOLADA, NÃO ARTICULAVA-SE COM OUTRAS NEM PERTENCIA A QUALQUER ESCOLA. NÃO HAVIA CURRÍCULO, NO SENTIDO DE UM CONJUNTO DE ESTUDOS ORDENADOS E HIERARQUIZADOS,NEM A DURAÇÃO PREFIXADA SE CONDICIONAVA  AO DESENVOLVIMENTO DE QUALQUER MATÉRIA.
      PROFESSORES DE BAIXO NÍVEL, IMPROVISADOS E MAL REMUNERADOS E DIFERENTEMENTE COM O MAGISTÉRIO DOS JESUÍTAS, CUJOPREPAROCHEGAVA AO REQUINTE.
                     JOSIANE COELHO PETTER MACHADO

História da Educação

Em relação a passagem dos Jesuítas se teve várias situações como dedicaram-se a duas funcões principais: a pregação da fé, semeando o culto católico, e o trabalho educativo, passando seus conhecimentos.Destaca-se pontos positivos como a questão de ensinar a ler e a escrever e passar conhecimentos para o desenvolvimento dos ofícios.E os pontos negativos como a situação de impôr outros valores, outra língua, outro Deus, outra moral e até outra estética.
Thame Alves de sá

História da Educação II

A formação do professor no império: sua formação e capacitação deveria ser custiada com seus proprios recursos,as primeiras escolas normais foram criadas na Bahia e no Rio de Janeiro na decada de 1830.
postado:Magda R Vieira

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

SEMINÁRIO

É COM MUITA SATISFAÇÃO QUE REGISTRO A ABERTURA DO NOSSO SEMINÁRIO SOBRE CURRÍCULO. A PRIMEIRA APRESENTAÇÃO TRANSCORREU EM ALTO NÍVEL. PARABÉNS AOS COMPONENTE DO GRUPO E A TODA TURMA QUE PARTICIPOU COM COMENTÁRIOS E CONCEITOS CONSTRUINDO SIGNIFICADOS A TEMÁTICA ESTUDADA.
Prof. Maria Inês

Teoria do Currículo

Hoje pela manhã (01/10/2010), na aula de Teoria do Currículo da professora Maria Inês, iniciamos nosso seminário de apresentação referente ao livro: "Documentos de Identidade uma introdução às teorias do currículo" de Tomaz Tadeu da Silva.

A apresentação foi um sucesso e abordamos tópicos como:
- Necessidade dos estudos sobre o currículo;
- Discursos acerca dos diferentes tipos de currículo;
- Ideologia e educação.


Esperamos ter contribuido com o estudo, reflexões e construções acerca do tema estudado!!!!

Não esqueça de deixar seu comentário....
Bjsssss mil....Aline, Graci e Grazi