sábado, 29 de setembro de 2012

Nos caminhos do seminário:

Para Michel Foucault todas as lutas contemporâneas se fazem em torno da questão:


“Quem somos nós?”

“Meu objetivo foi o de criar uma história dos diferentes modos pelos quais, em nossa cultura, os seres humanos tornaram-se sujeitos” (Michel Foucault In: O sujeito e o poder).

 Como campos de significação, o conhecimento e o currículo são caracterizados também pela sua indeterminação e pela sua ligação com as relações de poder;
 Uma perspectiva pós-estruturalista sobre o currículo questiona os “significadostranscendentais”, que tenham a ver com a religião, a pátria e a ciência, que povoam o currículo. Ela questiona o seguinte: onde, quando, e por quem foram eles inventados?

 
Em suma, depois das teorias críticas e pós-críticas, não podemos mais olhar para o currículo com a mesma inocência de antes. O currículo tem significados que vão muito além daqueles aos quais as teorias tradicionais nos confinaram. O currículo é lugar, espaço, território. O currículo é relação de poder. O currículo é trajetória, viagem, percurso. O currículo é autobiografia, nossa vida, curriculum vitae: no currículo se forja nossa identidade. O currículo é texto, discurso, documento. O currículo é documento de identidade.



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