terça-feira, 11 de outubro de 2011

O Império e a formação das elites

Reflexão sobre o texto: O Império e a formação das elites.
                                                                        Claudino Piletti.
                                                                        Nelson Piletti.
                                                                                        Por Viviane Oliveira.


             Em seu texto o autor mostra que desde a expulsão dos jesuítas em 1759 até a transferência da corte portuguesa para o Brasil, a educação da colônia passou por um período de decadência. A chegada de D. João, modificou a política educacional que o governo português  adotava em relação ao Brasil. A fundação de várias instituições culturais deu novo impulso à educação: a imprensa Régia, a Biblioteca Nacional e um museu, e, sobretudo, as escolas de ensino superior, a Escola Naval, a Escola militar, cursos de medicina no Rio de janeiro e na Bahia, e nesta última o curso de agricultura, química e desenho técnico. Essas escolas rompiam a tradição de ensino excessivamente ao Rio de janeiro e à Bahia. O resto da colônia continuava mergulhado no mesmo atraso.
              Esse período foi um dos mais importantes na história do Brasil, pois nele foram lançadas as bases de notáveis instituições culturais.
              Com a proclamação da independência e a fundação do império em 1822, surgiram novas idéias com relação a Educação: houveram tentativas de organizar uma Educação popular e gratuito; uma lei criada em 1827 dizia que deveria ter escolas primárias em todas as cidades, vilas e povoados, e escolas secundárias nas cidades e vilas mais populosas. Essa lei, porém não foi muito eficiente na prática, sobretudo pela falta de pessoas preparadas para  que ela fosse colocada em vigor. Quanto à educação superior, cabe destacar, nessa época, a criação dos cursos de direito, no convento São Francisco, em São Paulo, e no Mosteiro de São Bento, em Olinda, que exerceram importante papel na vida cultural do país.
O Ato adicional de 1834, descentraliza o ensino, atribuindo à Coroa a função de promover e regulamentar o ensino superior. A escola secundária e elementar ficam a cargo das províncias.
              A educação da elite fica a cargo do poder central e a do povo confinada nas províncias. Essa descentralização teve como conseqüência o desenvolvimento das escolas secundárias particulares, sobretudo nas capitais das províncias.
              O Colégio Pedro II, criado pelo governo federal em 1837, foi uma das mais importantes instituições de cultura geral fundada durante o império.  Mantido pelo Imperador, era o padrão de ensino secundário e a única Instituição a realizar os exames que possibilitavam o ingresso nos cursos superiores. O aluno que completasse o curso recebia o título de Bacharel em ciências e Letras e tinha acesso direto às academias. As primeiras escolas normais para a formação de professores foram a de Niterói, (1835), a da Bahia (1836), a do Ceará, (1845), a de São Paulo (1846) e a do Rio de Janeiro (1880).
              O Imperador Pedro II teve um papel importante na formação de pessoas ligadas as ciências, letras e artes do país. Mas a política educacional que ele implantou teve que acomodar-se às condições econômicas e políticas, pois de um lado a elite, composta dos filhos dos grandes proprietários rurais, dos magistrados e políticos e da nascente burguesia comercial, as escolas, e a faculdade, do outro o povo, a escola primária, os liceus de artes e ofícios e a escola normal. A educação superior, inaugurada com os cursos jurídicos de Olinda e são Paulo, em 1827, teve como característica durante muito tempo o sistema de faculdades isoladas do tipo profissional, que formam bacharéis de doutores com o fim de conferir privilégios à elite. A evolução do sistema educativo seguiu lenta, ressaltando-se a ação do Visconde do Rio Branco, que reorganizou a Escola Central, denominada desde então Escola politécnica, fundando três cursos básicos, engenharia, mineralogia, artes e manufaturas.
              Em 1875, criou também, a Escola de Minas, em Ouro Preto.
              As tentativas de reforma de ensino ocorridas no Brasil Império não  diminuio as disparidades educacionais do país, pelo contrário, serviram para confirmar a incompetência e a incapacidade do estado em solucionar tais diferenças.
             


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