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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Nenhum a menos

Reflexão sobre o filme “Nenhum a menos”.
                                                                                      Por Viviane Oliveira.

              Este filme mostra uma dura realidade, não só da China, mas de todo o mundo, principalmente nos países subdesenvolvidos.
               Aqui no Brasil é muito comum encontrarmos escolas com os mesmos problemas dos quais mostra o filme. Que vão desde a infra-estrutura, até a qualificação dos profissionais de educação.
              A nossa realidade não está tão longe do mencionado no filme em alguns lugares do país. Há lugares em que as crianças têm aulas em ambientes bem parecidos daquele lugarejo do filme. Onde não se têm o mínimo para uma boa aula. Mas mesmo assim, as professoras fazem tudo que está ao seu alcance para ensinar seus alunos.
              Como fica claro no filme, todos têm direito a educação de qualidade mas não é isso que vemos, pois ainda há aqueles que precisam largar os estudos para poderem trabalhar e assim ajudarem seus familiares. As dificuldades de se manter uma criança na escola são muitas porque a pobreza fala mais alta. Quando a família não tem o que comer, todos precisam se mobilizar para trazer a comida para dentro de casa e aí acontecem as evasões escolares.
              Para que esta evasão diminua é preciso políticas mais sérias em relação a outros problemas sociais como habitação, trabalho, alimentação e saúde. Quando todos estes problemas forem solucionados a educação será quase que uma conseqüência pois ninguém aprende com fome, ou morando na rua, ou tendo um problema de saúde.
              Não há receita pronta para que o problema da educação se resolva, mas há sim propostas de pessoas interessadas em que este problema se acabe. São professores como aquele do filme, que mesmo com sua maneira ultrapassada de lecionar, quer que seus alunos continuem indo a escola, porque ele sabe que só através da educação aquelas crianças poderão ter um futuro diferente da de seus pais. Diferente do Prefeito que só mostrou algum interesse na escola quando a emissora de tv esteve lá e levou as doações feitas pelos cidadãos da cidade grande. Aí ele demonstrou que se preocupava com a realidade da escola. Que devia reformar e oferecer materiais adequados às crianças.

O Império e a formação das elites

Reflexão sobre o texto: O Império e a formação das elites.
                                                                        Claudino Piletti.
                                                                        Nelson Piletti.
                                                                                        Por Viviane Oliveira.


             Em seu texto o autor mostra que desde a expulsão dos jesuítas em 1759 até a transferência da corte portuguesa para o Brasil, a educação da colônia passou por um período de decadência. A chegada de D. João, modificou a política educacional que o governo português  adotava em relação ao Brasil. A fundação de várias instituições culturais deu novo impulso à educação: a imprensa Régia, a Biblioteca Nacional e um museu, e, sobretudo, as escolas de ensino superior, a Escola Naval, a Escola militar, cursos de medicina no Rio de janeiro e na Bahia, e nesta última o curso de agricultura, química e desenho técnico. Essas escolas rompiam a tradição de ensino excessivamente ao Rio de janeiro e à Bahia. O resto da colônia continuava mergulhado no mesmo atraso.
              Esse período foi um dos mais importantes na história do Brasil, pois nele foram lançadas as bases de notáveis instituições culturais.
              Com a proclamação da independência e a fundação do império em 1822, surgiram novas idéias com relação a Educação: houveram tentativas de organizar uma Educação popular e gratuito; uma lei criada em 1827 dizia que deveria ter escolas primárias em todas as cidades, vilas e povoados, e escolas secundárias nas cidades e vilas mais populosas. Essa lei, porém não foi muito eficiente na prática, sobretudo pela falta de pessoas preparadas para  que ela fosse colocada em vigor. Quanto à educação superior, cabe destacar, nessa época, a criação dos cursos de direito, no convento São Francisco, em São Paulo, e no Mosteiro de São Bento, em Olinda, que exerceram importante papel na vida cultural do país.
O Ato adicional de 1834, descentraliza o ensino, atribuindo à Coroa a função de promover e regulamentar o ensino superior. A escola secundária e elementar ficam a cargo das províncias.
              A educação da elite fica a cargo do poder central e a do povo confinada nas províncias. Essa descentralização teve como conseqüência o desenvolvimento das escolas secundárias particulares, sobretudo nas capitais das províncias.
              O Colégio Pedro II, criado pelo governo federal em 1837, foi uma das mais importantes instituições de cultura geral fundada durante o império.  Mantido pelo Imperador, era o padrão de ensino secundário e a única Instituição a realizar os exames que possibilitavam o ingresso nos cursos superiores. O aluno que completasse o curso recebia o título de Bacharel em ciências e Letras e tinha acesso direto às academias. As primeiras escolas normais para a formação de professores foram a de Niterói, (1835), a da Bahia (1836), a do Ceará, (1845), a de São Paulo (1846) e a do Rio de Janeiro (1880).
              O Imperador Pedro II teve um papel importante na formação de pessoas ligadas as ciências, letras e artes do país. Mas a política educacional que ele implantou teve que acomodar-se às condições econômicas e políticas, pois de um lado a elite, composta dos filhos dos grandes proprietários rurais, dos magistrados e políticos e da nascente burguesia comercial, as escolas, e a faculdade, do outro o povo, a escola primária, os liceus de artes e ofícios e a escola normal. A educação superior, inaugurada com os cursos jurídicos de Olinda e são Paulo, em 1827, teve como característica durante muito tempo o sistema de faculdades isoladas do tipo profissional, que formam bacharéis de doutores com o fim de conferir privilégios à elite. A evolução do sistema educativo seguiu lenta, ressaltando-se a ação do Visconde do Rio Branco, que reorganizou a Escola Central, denominada desde então Escola politécnica, fundando três cursos básicos, engenharia, mineralogia, artes e manufaturas.
              Em 1875, criou também, a Escola de Minas, em Ouro Preto.
              As tentativas de reforma de ensino ocorridas no Brasil Império não  diminuio as disparidades educacionais do país, pelo contrário, serviram para confirmar a incompetência e a incapacidade do estado em solucionar tais diferenças.