segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Historia da Educação II

A historia da educação veio agregar muito conhecimento com Jesuitas ,com Imperio,com a Primeira Republica e a Educação nova no Brasil.Isto tudo ao longo do semestre com a professores e colegas em debates,mesas tematicas e seminarios.
Irei deixar algumas frases da qual iram poder comentar e também opinar sobre.
*O ensino brasileiro ,ao iniciar-se o século XIX ,estava reduzido a pouco mais que nada, em parte como consequencia do desmantelamento do sistema jesuitico sem que nada de similar fosse organizado em seu lugar. 
*No fim do imperio,para população de quase 14milhoes de habitantes ,tinhamos cerca 250.000 matriculados nas escolas primárias .Se a eles juntarmos os inscritos em todos os outros cursos chegaremos próximos a 300.000 estudantes,cerca de 15% da população em idade escolar.
No sentido de mostra o quanto é importante saber e adquirir o conhecimento devido, com os fatos que ocorrem com professores e alunos nos dias de hoje.
Abracos:Jennifer Nunes de Abreu

domingo, 21 de novembro de 2010

A sociedade dos poetas mortos.

Postado por Ana Paula Vasconcellos

O filme é uma grande reflexão sobre a prática pedagógica tradicional e arcaica, e sobre o tipo de escola que queremos. O aluno chegava na escola como uma tábua rasa, e recebia na escola o espírito do saber. Sem considerar seus sentimentos, expectativas, angustias e sonhos. O filme marca também o gênero masculino, o internato é masculino, os professores homens, o diretor masculino e as mães só aparecem sendo coniventes com o autoritarismo do poder paterno daquela época.


Outro aspecto marcante também é a fragilidade do papel do professor e o que ele representa. A escola é o lugar onde não só aprendemos os conteúdos propostos, para obtermos cultura e informação, mas principalmente onde se aprende a viver em conjunto. E percebe-se o quanto à educação é coisa do coração, da ideologia, do sentimento também.

Processos Neurológicos

Disciplinas integradas
Somos seres humanos e vivemos em sociedade, neste segundo semestre eu cursei quatro cadeiras, Processos Neurológicos, História da Educação II, Psicologia da Educação e Políticas Educacionais.
Para iniciar esse link entre os assuntos trabalhados ao longo do semestre nessas quatro cadeiras vou iniciar falando da disciplina Processos Neurológicos da professoras Simone. Antes de entender o funcionamento e as questões do meio em que vivemos precisamos compreender o nosso funcionamento interno, biologicamente, o ser humano possui fatores orgânicos que o possibilita viver em sociedade, temos internamente uma maquina perfeita, que nos permite pensar e agir, nessa cadeira podermos compreender como funciona o nosso cérebro e perceber o quanto ele é fantástico, o cérebro humano é capaz de armazenar imagens, pensamento e de se desenvolver, através de vários sistemas, cada parte é responsável pelos nossos sentidos e ações, o nosso sistema nervoso que cuida do funcionamento do nosso corpo para que tudo seja perfeito e possa assim desenvolver a nossa cognição e a nossa inteligência.
Este assunto também foi bastante trabalhado na cadeira de Psicologia da Educação da professora Denise, como se da o desenvolvimento da inteligência não só por fatores orgânicos, mas psicológicos, através de vários autores como Freud, Piaget, Vygotsky e Wallon, cada um desses teóricos com suas particularidades nos fazem compreender que o nosso desenvolvimento, nossa capacidade de interação com o meio e cada estagio de desenvolvimento desde o nosso nascimento até nossa vida adulta e como esses processos contribuem para a formação da personalidade, para podermos interagir com o meio e fazer parte de uma sociedade, entender os fatos ocorridos em nossa volta e ter um senso critico para lidar com eles.
O que foi fortemente debatido na cadeira de Políticas Educacionais da professora Maria Inês, nós somos seres perfeitos com uma capacidade magnífica de desenvolvimento biológico e psicológico que vai nos dar o fator da inteligência, e compreender as questões políticas, onde, em tudo, tudo envolve a política, campanhas, protestos ações, e a política em si, a troca da presidência, por exemplo, somos seres intelectualmente capacitados para exercer o nosso direito de cidadãos votado em um candidato que irá defender os nossos interesses e principalmente os deles. Quantas questões estão contidas no ato de eleger um candidato, questões que fazer parte ativamente da nossa vida como educação, segurança, saneamento, saúde, tudo o que nos da uma condição mínima para vivermos com dignidade, as leis criadas para garantirem que tudo isso seja organizado e executado de forma correta e que na maioria das vezes não ocorre, porque vai contra o desejo de uma maioria que não vai se beneficiar investindo nessas questões, isso é um fato que não ocorre atualmente, mas sim de uma longa data histórica.
Em História da Educação da professora Mireila, estudamos a chegada dos Jesuítas e os motivos que levaram a catequização dos índios, por interesses políticos a cultura dos portugueses foi ensinada e imposta aos índios, à educação jesuítica baseada na religião, era importante para eles que os índios aprendessem a ler e escrever, os costumes e a religião pois assim eles deixariam de ser “selvagens” para se tornarem civilizados. O seu legado de ensinamento aos índios teve erros e acertos como à educação nos dias atuais, o que nos permite pensarmos sobre a forma de educação que temos nas salas de aula nos dias de hoje, os índios era vistos como seres a serem moldados, assim como as nossas crianças, o papel dos jesuítas foi transferido para os professores, que infelizmente ainda possuem uma herança dos educadores do passado quando tentam transmitir para os seus alunos uma educação bancária, onde o conhecimento é algo para ser apenas armazenado sem uma verdadeira compreensão e desenvolvimento de senso crítico.
Com isso posso concluir que apesar de cada disciplina ser ensinada individualmente, elas certamente se completa, pois somos seres humanos com uma formação biológica, com uma capacidade de pensar, de ter conflitos internos, desenvolvimento psicológico, temos uma história que faz parte da nossa vida nos dias de hoje e vivemos em uma sociedade com leis, regras e suportes para nos tornarmos seres com dignidade.

Sara Windson Chaves Gonçalves

Teoria do Currículo - Filme: "Sociedade dos Poetas Mortos"

Este filme é um filme muito importante, nos faz pensar e re-pensar sobre que tipo de professoras queremos ser no futuro e também no presente, onde muitas de nós já atuamos como educadoras. Nos faz pensar também sobre o relacionamento pai e filho. No filme assistimos uma cena muito forte da consequência da proibição de um pai sobre o futuro de seu filho.

*Em uma escola tradicional que desde 1859 exibe seus 4 pilares: TRADIÇÃO, DISCIPLINA, HONRA E EXCELÊNCIA, onde Desafio e Ordem  também fazem parte.

*Em 1959 na Welton Academy, uma tradicional escola preparatória, um ex-aluno se torna o novo professor de literatura, mas seus métodos de incentivar os alunos a pensarem por si mesmos ( como fazer os alunos rasgarem toda a introdução de um livro, por não concordar com ela, entre outras coisas), cria um choque com a direção do colégio.

*Minha parte favorita do filme foi aquela onde os alunos sobem em suas mesas, em forma de respeito e reverência ao professor que, indo embora da escola, deixa todo um legado para seus alunos.
Camila Maieski

Processos Neurológicos


Seminário sexo drogas, rock’n’roll e chocolate

Para ocorrer o processo da aprendizagem, é necessário que o nosso sistema nervoso central (SNC) esteja completamente conectado. Dentro do nosso sistema nervoso encontram-se o sistema nervoso periférico, que condiz para a “periferia” do nosso corpo os estímulos nervosos através de conexões nervosas e dentro deste encontra-se o sistema nervoso autônomo, responsável pelo funcionamento involuntário do nosso corpo, ou seja, nas partes do nosso corpo que não controlamos através da nossa vontade (simpático e parassimpático).
            Esse conjunto de processos dentro do nosso sistema, organicamente é o que faz ocorrer a cognição, a aprendizagem, memória, contextualização e pensamentos da nossa mente e assim, podemos compreender como se dá os processos vistos nos seminários apresentados por mim e pelas minhas colegas, as reações do nosso cérebro em cada ação dos fatores vistos em cada capitulo do livro sexo, drogas, rock’n’roll e chocolate.
            Cada ação do nosso corpo, cada sensação é provocada pelo nosso cérebro, ele é o grande responsável por cada sentimento, sentido ação e reação. Em cada capitulo podemos ver em comum a ativação do sentimento de recompensa do nosso cérebro, seja ele através de uma boa música, o uso de drogas, a sensação do orgasmo, o consumo de chocolate, todos estes fatores liberam uma sensação codificada pelo nosso cérebro e distribuída para o nosso corpo.

Sara Windson Chaves Gonçalves

Psicologia e Educação

Teoria de Henri Wallon


Dia 09/11/2010, na aula de hoje vimos um pouco da teoria Wallon, como se dava o pensamento deste que ao contrário de outros teóricos que vimos anteriormente.

Wallon nasceu na França 1879, estudou medicina e filosofia antes de chegar à psicologia, a teoria de Wallon procurava entender como se constitui o psiquismo humano estudando as fases iniciais da infância com a psicogênese da pessoa, compreendendo como vai se articulando a complexidade de fatores do campo da consciência. Wallon destaca a importância das emoções sendo estas as primeiras manifestações afetivas da criança, sendo a infância uma fase provisória com sentido próprio, sendo uma preparação para a fase adulta. Acreditava que a escola era um contexto privilegiado para o desenvolvimento da criança.
O pensamento da criança é um complexo processo que vai construindo  gradualmente o controle do seu próprio movimento, o educador deve compreender esse movimento, com a sua sensibilidade, sua fragilidade, apatia ou instabilidade. A complexidade do processo que constituem a capacidade de contenção de processos motores exigidos pela escola, o modelo em que a criança deve estar sentada, quieta compenetrada em todos os instantes, como se fosse um pré-requisito da aprendizagem , se deve rever em qual momento o movimento deve ser realmente repreendido.
Para Wallon a inteligência nasce com a emoção, ambos estão ligados, a linguagem emocional por meio de um acesso afetivo é que a criança vai construindo a inteligência discursiva que organiza a ação com a idéia de representação da linguagem para a criança e isso mostra como a afetividade e a inteligência estão intimamente ligados.  
Há um primeiro momento da inteligência da criança chamada de sincretismo onde há muitas misturas, a criança não separa a qualidade de objetos e situações, por exemplo, ela ainda não tem a capacidade de assimilar as situações como o nome da mãe, sendo para a criança impossível haver outra mãe com o mesmo nome da dele.
Conforme vão processando os estados progressivos de diferenciação que Wallon chama de sincretismo, e conforme vão se processando diferenciações fundamentais a criança vai passar para o pensamento categorial que é a possibilidade de pensar o real por meio de categorias, características do final da primeira infância para o pensamento adulto, altamente influenciado pela cultura.
Wallon vai estudar também a idéia de como se constrói a criança em si, uma unidade única, onde se articula a inteligência a afetividade e o movimento, como se constrói na criança a consciência de si, a criança pequena não se percebe como uma unidade diferenciada do outro, ela se percebe como se fosse fundida ao outro (tanto pessoas significativas como condições mais concretas que ela está inserida) por meio de vários processos, a criança não se socializa conforme se desenvolve, ao contrário, que no inicio da vida o estado de socialização é máximo, um percurso onde a criança tem que se diferenciar do outro para se ver como uma única unidade.
Por volta dos três anos a criança passa a fase do personalismo onde ela se opõe ao outro, quando recusa ajuda, briga pela posse de objetos e afirma a independência do seu eu e essa fase volta novamente na adolescência onde ela quer se diferenciar do adulto, quando ela diz não, ela esta dizendo sim para si mesma, para suas opiniões.
Essa diferenciação nunca é total, o outro é uma dimensão sempre presente para o eu, mesmo o adulto há situações em que se mistura mais ao outro perdendo a nitidez dos contornos de si próprio.
A criança não é o resultado do meio que ela vive, ela convive em vários meios, familiar, escolar, e valores que a criança tem acesso, ela é formada por uma junção e não um resultado linear do seu meio familiar. A escola deve permitir que  a criança tenha um outro contexto, ocupando diferentes lugares não só no meio familiar, oferecendo diferentes lugares para a criança.

Sara Windson Chaves Gonçalves

Psicologia e Educação

Lev Vygotsky, o teórico do ensino como processo social
Os estudos de Vygostky foca principalmente na relação do homem com o meio em que vive, a criança sofre influencias diretas do ambiente e das pessoas, para Vygotsky essa influência é fundamental para o desenvolvimento e sua aprendizagem, “na ausência do outro, o homem não se constrói homem”.  Ele rejeitava tanto as teorias inatistas, segundo as quais o ser humano já carrega ao nascer as características que desenvolverá ao longo da vida, quanto as empiristas e comportamentais, que vêem o ser humano como um produto dos estímulos externos, o homem modifica o ambiente e o ambiente modifica o homem. 
A psicologia sócio-histórica, que tem como base a teoria de Vygotsky, concebe o desenvolvimento humano a partir das relações sociais que a pessoa estabelece no decorrer da vida. Nesse referencial, o processo de ensino-aprendizagem também se constitui dentro de interações que vão se nos dando diversos contextos sociais.
A sala de aula deve ser considerada um lugar privilegiado de sistematização do conhecimento e o professor um articulador na construção do saber. Todo aprendizado é necessariamente mediado – e isso torna o papel do ensino e do professor mais ativo e determinante do que o previsto por Piaget e outros pensadores da educação, para quem cabe à escola facilitar um processo que só pode ser conduzido pelo próprio aluno. Segundo Vygotsky, ao contrário, o primeiro contato da criança com novas atividades, habilidades ou informações deve ter a participação de um adulto. Ao internalizar um procedimento, a criança “se apropria” dele, tornando-o voluntário e independente.
                Atraves do contato da criança com jogos e brincadeiras em grupo, ela aprende desde cedo a viver em sociedade, os valores escondidos por trás do meio lúdico são fundamentais para o seu desenvolvimento, ela passa ater noções de regras, trabalho em grupo, espaço tudo o que fará parte da sua vida desde sempre.
“O que as crianças podem fazer com assistência de outros, pode ser em algum sentido um indicativo ainda melhor do seu desenvolvimento mental do que o que elas podem fazer sozinhas. Lev Vygostsky


Sara Windson Chaves Gonçalves