quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Vai acontecer....

I Seminário Internacional de Aquisição da Linguagem


Coordenadora: Profª Cristina Becker Lopes Perna

Dias 16, 17 e 18 de novembro de 2011

Informações Gerais:

Unidade Promotora: Faculdade de Letras

Duração: 16/11/2011 - 18/11/2011

Carga horária: 24 horas/aula

Local: Auditório do Prédio 9

Público: Pesquisadores, professores, alunos de pós-graduação e profissionais das áreas de Letras, Fonoaudiologia, Psicologia e outras áreas afins.


Informações e inscrições:

Local: Prédio 40 - Sala 201

Horário: Segunda a sexta-feira - 08h às 12h - 13h30min às 19h

Pelo site do evento:

http://www.pucrs.br/eventos/sial/

Investimento:

Alunos e Diplomados PUCRS:

10/05/2011 - 15/10/2011: R$ 80,00

16/10/2011 - 18/11/2011: R$ 120,00



Público Geral:

10/05/2011 - 15/10/2011: R$ 200,00

16/10/2011 - 18/11/2011: R$ 250,00

Estudantes

10/06/2011 a 15/10/2011 – R$ 90,00

16/10/2011 a 18/11/2011 – R$ 130,00

Programação:

16/11 - Quarta-feira:

9h - Abertura - Solenidade de abertura oficial

Prof. Dr. Mehmet Yavas e Profª Dr. Regina Lamprecht

10h - Palestra inaugural - Bilinguismo e Cognição

Palestrante: Prof. Dr. Jubin Abutalebi

Coordenador - Profª. Dr. Lilian C. Scherer
13h30 - Mesa Redonda

Tema: Consciência Linguística e Aquisição da L1

Convidados:

Profª. Dr. Ana Ruth Moresco Miranda

Profª. Dr. Thais Cristofaro Silva

Profª. Dr. Aniela Improta França

Coordenador: Profª. Dr. Regina Lamprecht
15h30 - Salas Temáticas - laboratório de Línguas da PUCRS

17/11 - Quinta-feira:

9h - Palestra: Aquisição de L2 e Cognição

Palestrante: Prof. Dr. Michael Ullman

Coordenador: Profª. Dr. Ingrid Finger



11h - Mesa Redonda

Tema: Aquisição da Linguagem e letramento
Convidados:


Profª. Dr. Maria Bernadete Abaurre

Profª. Dr. Luciene Simões

Profª. Dr. Cátia de Azevedo Fronza

Coordenador: Profª. Dr. Simone Sarmento
14h - Mesa Redonda

Tema: Leitura em Língua Estrangeira e Cognição

Convidados:

Profª. Dr. Lêda M. B. Tomitch

Profª. Dr. Viviane Heberle

Prof. Dr. Vilson Leffa

Coordenador: Prof. Dr. Augusto Buchweitz
16h - Salas Temáticas - Laboratório de Línguas da PUCRS
18/11 - Sexta-feira:
9h - Mesa Redonda

Tema: Ensino de Português como Língua Adicional

Convidados:

Profª. Dr. Margarette Schlatter

Profª. Dr. Matilde Scaramucci

11h - Mesa Redonda

Tema: Libras e Bilinguismo
Convidados:


Profª. Dr. Ronice Muller de Quadros

Profª. Dr. Lodenir Becker Karnopp

Coordenadora: Profª. Dr. Adriana Thoma
14h - Mesa Redonda

Tema: Teaching english as a Second Language

Palestrante: Profª. Dr. Gabriele Kasper

Coordenadora: Profª. Dr. Cristina B. Perna

16h30 - Salas Temáticas - Laboratório de Línguas da PUCRS










terça-feira, 16 de agosto de 2011

A propaganda de alimentos e bebidas dirigidas para as crianças: o que temos com isto?

A propaganda de alimentos e bebidas – principalmente a dirigida a crianças e adolescentes – poderá ser alvo de restrições, com o intuito de reprimir hábitos de consumo nocivos à saúde. Regras mais rigorosas para a publicidade desses produtos deverão ser analisadas, no dia 2 de agosto, pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA).


A medida é recomendada em projeto de lei (PLS 150/09), apresentado pela ex- senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) e altera o Decreto-Lei nº 986/69, que instituiu normas básicas sobre alimentos. O primeiro passo nessa nova regulamentação é caracterizar os produtos com quantidade elevada de açúcar, gordura saturada e trans, sódio e com baixo teor nutricional.

A partir dessa definição, a proposta detalha as limitações à publicidade de gêneros alimentícios com esse tipo de composição. Além de não poder sugerir que esses alimentos são saudáveis ou benéficos à saúde, os anunciantes ficariam impedidos de usar imagens ou personagens relacionados ao universo infanto-juvenil por meio de sua vinculação a brindes, brinquedos, filmes e jogos eletrônicos. Também ficaria proibida a veiculação desse material publicitário em emissoras de rádio e televisão no horário das 21h às 6h.

O projeto exige que estejam claros não só o caráter comercial da mensagem publicitária, mas também a informação sobre o valor energético dos produtos. Veda também propaganda que induza ao consumo exagerado e a erro quanto à origem, natureza, composição e a propriedades do produto.

“Notamos que essas regras concorrem para aprimorar a proteção das crianças e dos adolescentes contra a publicidade abusiva”, realçou o relator, senador João Alberto Souza (PMDB-MA), no voto favorável ao PLS 150/09.



Aleitamento

O relator elogiou ainda a preocupação de Marisa Serrano em coibir a propaganda de alimentos que desestimule o aleitamento materno exclusivo até os seis meses e complementar até dois anos ou mais de idade. E observou que a indução de crianças e adolescentes ao consumo de alimentos e bebidas não-saudáveis pela publicidade pode levar a uma dieta desequilibrada e, conseqüentemente, a uma maior incidência de doenças cardiovasculares, diabetes e obesidade nessa faixa da população.



Emendas

João Alberto rejeitou duas emendas ao projeto que pretendiam derrubar a restrição ao horário de veiculação dessas peças publicitárias. Em sua avaliação, ambas impediam avanço no combate à publicidade abusiva de gêneros alimentícios.

Após ser examinada pela CMA, a matéria segue para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde será votada em decisão terminativa.

Decisão terminativa é aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado. Quando tramita terminativamente, o projeto não vai a Plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado. Ele somente será votado pelo Plenário do Senado se recurso com esse objetivo, assinado por pelo menos nove senadores, for apresentado à Mesa. Após a votação do parecer da comissão, o prazo para a interposição de recurso para a apreciação da matéria no Plenário do Senado é de cinco dias úteis.

Editorial Folha de São Paulo

Proibição Infantil

Interditar publicidade para crianças é medida drástica demais; regra atual comporta melhoria, mas cabe preservar princípio da autorregulação

A proibição de publicidade dirigida a crianças, ora em discussão no Congresso, representa uma medida demasiado extrema para conter desvios que a sociedade brasileira já equaciona de modo aceitável. Pode haver aperfeiçoamentos, porém sem radicalismo.

A interdição de publicidade é uma medida drástica. Deve ser reservada a produtos com grande potencial de dano individual e coletivo, como o tabaco e as bebidas alcoólicas (com a injustificável exceção para anúncios de cerveja).

O controle de abusos se dá por meio do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), entidade integrada por representantes de órgãos de defesa do consumidor, de fabricantes, de anunciantes e de publicitários.

Desde 2006, uma seção específica do código de autorregulamentação (artigo 37) estabelece que “nenhum anúncio dirigirá apelo imperativo de consumo diretamente à criança”. Veda “impor a noção de que o produto proporcione superioridade ou inferioridade”. Também preconiza respeitar “a ingenuidade, a credulidade e inexperiência” do público-alvo.

Já existem, portanto, mecanismos para coibir exageros. Melhor que a iniciativa paternalista e arbitrária de proibição absoluta é debater modos mais eficazes de proteger crianças de eventuais excessos da licença publicitária.

Em países cuja legislação é mais rígida, como a Suécia, proíbe-se publicidade de produtos para crianças antes das 21h. Tampouco se admite anunciar logo antes ou depois de programas infantis (e menos ainda durante). O Reino Unido, que debate mudanças no setor, já tem restrições de horário para alguns tipos de propaganda cujo alvo sejam as crianças.

Até nos Estados Unidos, país onde o consumismo alcançou patamar incomparável, há limites de quantidade de publicidade infantil (máximo de 20% do tempo total), para evitar um bombardeio sobre os jovens consumidores.

A experiência internacional demonstra, assim, que a regulação no Brasil para a publicidade voltada ao público infantil ainda é comparativamente permissiva. O Conar deveria examinar restrições ao horário de exibição e ao volume de propaganda.

Os avanços, contudo, devem ser buscados na esfera prudente da autorregulamentação. Normas consensuais sempre serão mais eficazes que regras draconianas impostas pelo poder público.

Cabe aos pais, e não ao Estado, decidir o que é melhor para os filhos. É sua a tarefa de incutir-lhes o discernimento necessário para navegar entre as tentações da vida, inclusive as publicitárias.



Fonte: Simone Franco (Agência Senado)





Jornal da Cultura exibe série sobre a perda da infância

Matérias especiais irão ao ar de segunda a quarta-feira, a partir das 22h10, na TV Cultura a partir desta segunda feira (15 de agosto), às 21h10, o Jornal da Cultura, comandado por Maria Cristina Poli, leva ao ar uma série de reportagens sobre questões contemporâneas ligadas à infância. Sob o título Infância Roubada, as matérias irão abordar temas que contribuem para perda da liberdade das crianças na sociedade atual.


A primeira reportagem, exibida na segunda-feira (15 de agosto), será sobre o consumo infantil e discutirá como os desejos de compra estão cada vez mais presentes entre as crianças e quais as consequências que isso traz para a educação delas. A matéria também trata das propagandas na televisão e o papel dos meios de comunicação. Foram ouvidos psicólogos e ONG’s, como o Instituto Alana, que se dedica à questão.

A sexualidade precoce é o tema da segunda matéria, na terça-feira (16 de agosto). A reportagem chegou a acompanhar uma balada de adolescentes em uma danceteria e pôde comprovar como meninas e meninos de 12 anos transformam a conquista amorosa em um verdadeiro jogo do tipo “quem beija mais”. A gravidez na adolescência e as relações nas redes sociais completam a investigação, que conta ainda com depoimentos de pais e médicos.

A série se encerra na quarta-feira (17 de agosto), alertando sobre a importância do brincar. Nos dias atuais, a brincadeira e o faz de conta foram perdendo espaço para os jogos eletrônicos, a internet e as atividades programadas (como inglês, esportes etc.), muitas vezes, sem que os pais se dêem conta disso. Pedagogos e psicólogos explicam por que essa não é uma boa notícia e discutem o que fazer para trazer melhorias para nossas crianças.

A ideia da série surgiu a partir da constatação sobre as dificuldades dos pais de impor limites aos filhos e os problemas no comportamento das crianças decorrentes do excesso de permissividade.





Resenha: A Cidadania após a redemocratização.


A Cidadania após a redemocratização

Neste capítulo o autor faz uma retomada histórica e política do cenário do país após 1985, um momento histórico na vida do País, quando aconteceu o marco da democracia no Brasil com as eleições diretas para presidente.
Para o leitor jovem, que não participou das lutas travadas pela população, Carvalho retrata com delicadeza e clareza os momentos melindrosos vivenciados por uma geração que foi às ruas, mostrou a cara, reivindicando direitos supridos por estadistas que introduziram novas politicas a democracia brasileira.
O autor divide o capítulo em dois blocos. No primeiro divide em subtítulos, onde expõem o contexto político e social do país e o segundo, onde faz uma reflexão a respeito dos direitos sinalizando a fragmentação do poder social colocando em cheque a cidadania no Brasil.
Explorando a expansão final dos direitos políticos pode rever algumas das mudanças propostas pela Constituição de 1988, a extensão do voto facultativo aos 16 anos, a expansão e representatividade dos partidos políticos, o surgimento e a força dos movimentos sindicalistas e força das eleições diretas, que levaram o eleitor a colocar na Presidência da  República, o mais novo presidente Fernando Collor, que inundou nosso País com sua política revolucionaria, alastrando milhares de efeitos colaterais, ainda sentidos hoje no seio da sociedade dos anos 90.
Contextualizando os direitos sociais sob ameaça, Carvalho indica marcadores de qualidade de vida, como acesso a educação e a previdência social, até então minimizados pela sociedade brasileira. Fornece dados estatísticos que permitem ao leitor, comparar simbolicamente com a atualidade, os dados alarmantes do cenário brasileiro.
No bloco dedicado aos direitos civis retardatários, o autor relembra as conquistas após 1985, como a liberdade de expressão, o direito habeas data ,o mandato de injunção, a criação do Juizado de Pequenas Causas Cíveis e Criminais, a criação do Código do Consumidor, e outras conquistas da sociedade que mantem seus direitos garantidos através de Decretos-Lei que ampliam a garantia dos cidadãos brasileiros. Assim como os ganhos, contextualiza com as perdas dos direitos alienados as classes sociais e a manipulação do Judiciário, do Legislativo, da Polícia e do Exercito sobre os efeitos e diretos assistidos.
Conclui o capítulo abordando os direitos civis, sociais e políticos sustentados no Brasil, contextualizando com a descrição de Marschall sobre a sustentação desses direitos no Brasil. A cidadania na encruzilhada permite concluir a fragmentação da sociedade enquanto entidade que define rumos e diretrizes, enquanto retratada pela desilusão do autor em afirmar que a desigualdade dos brasileiros enquanto não solucionada é instrumento de incapacidade da sociedade civil no rumo ao progresso e a manutenção de sua cidadania.


REFERÊNCIA


CARVALHO, José Murilo de Carvalho. IN: A Cidadania após a redemocratização. Cidadania no Brasil: o longo caminho.  RJ: Civilização Brasileira, 2008.




sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Como construímos o imaginário e o esteriótipo do nosso aluno????

         Na aula de hoje de Teoria do Currículo discutimos e nos divertimos com o construção do imaginário do esteríótipo do aluno que pensamos conhecer....Apresento a vocês o Artur, um menino de 9 anos, estudante de uma escola privada, provindo de uma família de classe média, aos nossos olhos demonstra ser carismático, estudioso, nos parece ser feliz (pela expressão de seu rosto e postura de seu corpo), adora brincar em espaços abertos (ao nosso ver esta de meias e descalço, pois adora a liberdade dos movimentos), Gosta de estar reunidos com amigos e nos parece bem nutrito, pois nos remete a idéia de uma boa saúde.
       Claro, depois da dinâmica utilizada para chegarmos a essa conclusão, (não descrevei a dinânica para não quebrar o encanto das futuras alunas desta disciplina), notamos que o nosso Artur, após suas experiencias em sala de aula e suas vivências cotidianas apresenta marcas visiveis e provavelmente invisiveis ao nosso olhar....Pensamos, então  na responsabilidade do professor e principalmente, nós acadêmicas, envolvidas e engolfadas pelo ambiente escolar, quando em estágio ou nas práticas, de considerar e respeitar a individualidade de cada criança no sentido de promover o seu livre desenvolvimento, evitando a velha mancha dos professores castradores. `
Ótima aula, profª Inês......



Evento: Neurociência e os Transtornos na Aprendizagem

Profa. Marta Pires Revas


Hoje conhecer o funcionamento do sistema nervoso central é trazer para o professor uma base de estudos científicos de como a neurociência, a aprendizagem e a educação, tornam-se interdisciplinares.




Neurociência e os Transtornos na Aprendizagem é um tema que muito tem a ver com o nosso cotidiano escolar. Através de uma abordagem conceitual para essa fundamentação neurocientífica, o cérebro se torna na atualidade uma ferramenta importante e facilitadora para o professor, educador e pais reconhecerem potencialidades e até mesmo dificuldades no aprender.



Conteúdo Programático:

1 - Fundamentos da anatomia, fisiologia e neuroquímica da aprendizagem.



2 - A Neurobiologia das dificuldades para a aprendizagem.



3 - A Neurobiologia dos transtornos da aprendizagem da linguagem.



4 - Aspectos neurobiológicos do transtorno de atenção.



5 - Aspectos neurobiológicos do transtorno de hiperatividade.



6 - Aspectos neurobiológicos em aprendizagem e situações especiais.





Público-alvo: Educadores envolvidos no processo neurocientífico do ensino e aprendizagem.



Planejamento do Curso

8h às 10h

Fundamentos da anatomia, fisiologia e neuroquímica da aprendizagem.

. Estruturas anatômicas e fisiológicas da aprendizagem.

. Funções corticais superiores.



A Neurobiologia das dificuldades para a aprendizagem.

. Definição

. Fatores envolvidos na aprendizagem.



Intervalo: 10h às 10h15



10h15 às 12h

A Neurobiologia dos transtornos da aprendizagem da linguagem.

. Definição

. Classificação dos transtornos da linguagem



Aspectos neurobiológicos do transtorno de atenção.

. Aspectos e bases neurobiológicas.

. Etiologia



Almoço: 12h às 13h30



13h30 às 15h

Aspectos neurobiológicos do transtorno de hiperatividade.

. Aspectos neurobiológicos e comportamentais.

. Etiologia



Intervalo: 15h às 15h15



15h15 às 17h30

Aspectos neurobiológicos em Aprendizagem e situações especiais.

. Aspectos neurobiológicos do espectro.

. Etiologia



17h30 às 18h

Avaliação final


Breve currículo profissional:

Bióloga, Neurobióloga, Psicopedagoga, Membro da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento, Doutora em Teologia Social, Mestre em Psicanálise, Pós Graduada em Anatomia Humana, Especialista em Neurofisiologia Humana, Bioética e Didática do Ensino Superior.

Professora e Coordenadora do curso de Pós-graduação de Neurociência Pedagógica da Universidade Cândido Mendes, no Instituto a Vez do Mestre. Professora de Neurobiologia nos cursos de Pós graduação de Pedagogia IAVM. Professora de Fundamentos Neurobiológicos da Educação n curso de Pós graduação de Neuropsicologia do Instituto Segmetum, Faculdade de Artes e Educação do Paraná (Campus Salvador).Professora de Neurodidática da Universidade da Cidade no curso de Pós graduação de Direito. Professora da Graduação Politécnica e Pós- graduação da Universidade Estácio de Sá. Professora da Graduação do IBMR e professora do ensino fundamental e médio do Instituto Relvas.



Autora dos Livros:

Fundamentos Biológicos da Educação, editora WAK.

Neurociência e os Transtornos da Aprendizagem, editora WAK

Neurociência e Educação: gêneros e potencialidades na sala de aula,editora WAK


Data: 17 de Setembro de 2011 ( Sábado )



Local: Teatro do CIEE - Dom Pedro ll, 861 - Porto Alegre - RS



Horário: Início: 8:00 as 12hs e das 13:30 as 18:00hs - com intervalo para Coffee

Investimento: R$ 190,00 ou 2X de R$ 95,00 (com cheque ou Depósito Bancário) até dia 20 de Agosto.

Após: R$ 230,00, até 03 de Setembro.

Não faremos inscrição no local

Termo de Compromisso:

Não será aceito o cancelamento da inscrição solicitado após o sétimo dia da sua realização.

Apenas poderá ser feita a substituição de nomes, via carta assinada pelo inscrito

( De acordo com o Código de Defesa do Consumidor-Art. 49)


Inscrições e Informações: BIE LIVROS: Rua Giordano Bruno, 378 - Rio Branco - Porto alegre

Fone/Fax (51) 3331.5090 - 3019.4639 - E-mail: biecursos@terra.com.br

Depósito Bancário:

Banco Itaú- Agência 0602 - Conta Nº 37425-8



Nome: Gilberto Dufour (Comprovante de depósito por e-mail ou Fax, com ficha de inscrição).

Realização: Bie Cursos

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Ficha de Inscrição
Nome:
Profissão:
Cidade:
E-mail:
Telefone

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Portal Terra Educação, 09/08/2011

Não é só o mundo corporativo que se preocupa em orientar funcionários a se comportarem nas redes sociais. Em uma época em que boa parte das relações de amizade se dá no mundo virtual, professores também precisam estar preparados para interagir adequadamente com seus alunos fora da sala de aula. Para a pedagoga especialista em Tecnologia Educacional Lígia Leite, deve haver limites na relação online entre educadores e suas turmas. "A cada nova tecnologia vêm novos desafios. A pergunta atual é qual o papel do professor nessa era de redes sociais. Hoje, está todo mundo fazendo o que quer, não existe um consenso e deveria existir", diz. No estado de Missouri, nos Estados Unidos, uma barreira nesta relação virtual foi imposta recentemente. A lei número 54, considerada a primeira a regulamentar a interação aluno-professor em redes sociais, entra em vigor no dia 1° de janeiro de 2012. A partir de então, ficarão proibidos registros de amizade no Facebook entre estudantes e educadores. O objetivo é impossibilitar a troca de mensagens privadas via rede social, com o objetivo de prevenir o abuso sexual infantil. Para conversar com os estudantes no site de relacionamento, professores poderão criar páginas públicas. Assim, alunos poderão "curtir" a página e manter contato com o educador transparentemente, aos olhos de todos.




Além disso, também fica estabelecido que cada escola deve determinar políticas comunicacionais entre estudantes, professores e funcionários. O documento deve tratar do uso apropriado de mídia eletrônica, incluindo sites de relacionamento. Apesar de achar a lei válida e interessante, uma vez que estabelece como deve ser o comportamento profissional do educador na internet, Lígia acredita que tal iniciativa não teria êxito no Brasil. "Pelo menos não com o objetivo de evitar o abuso sexual", explica.



Também professora da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Ligia lecionou por anos nos Estados Unidos e conta que, no país, o medo de abuso sexual de menores é intenso e, por isso, a relação aluno-professor é muito diferente da que existe no Brasil. "Somos latinos. Aqui a gente se abraça, se toca e tem uma relação de carinho com os alunos. Lá, não. Aqui a lei com esse intuito não faria sentido nenhum, pois esse medo não faz parte da cultura brasileira", diz. A especialista afirma que aqui a iniciativa deveria partir de cada escola. "O professor não deve achar que pode participar das interações sociais do aluno como se fosse outro aluno. A relação pedagógica deve permanecer no meio virtual também. São as instituições de ensino que devem estabelecer essa relação", afirma. Ela destaca, porém, que não significa que o educador não pode ser amigo de aluno, mas que deve continuar agindo como profissional nas redes sociais. "O problema é que esse conceito é complexo, por isso, não pode caber somente ao professor decidir qual a melhor forma de agir. A escola que deveria orientar seus profissionais, assim como já os orienta em suas relações em sala de aula", complementa.



Família deve orientar comportamento de estudantes na internet - Semíramis Alencar, professora de sociologia no ensino médio de uma escola de Itamonte (MG) mantém relação de amizade com alunos no Facebook e no Orkut. Para ela, a família deveria orientar seus filhos no meio virtual, assim como professores precisam explicar para seus alunos no que consiste sua relação de amizade. "Teoricamente só podem participar das redes sociais pessoas maiores de 18 anos. E isso acontece porque crianças realmente não sabem se proteger. Mas eles participam mesmo assim, e, como professores, não temos como não os aceitar". Apesar de achar que o cuidado deveria partir da família orientando seus filhos e controlando o acesso deles ao meio virtual, Semíramis afirma que cabe também ao professor conversar com os alunos e estabelecer os limites de amizade dessa relação no meio online. Para ela, o educador pode ser amigo, mas sem deixar de ser profissional. "Eu uso Orkut e Facebook para tirar dúvidas e, nessas interações, procuro ser amiga, pois o laço de confiança é essencial para que o processo de aprendizagem aconteça", opina.



Professor de geografia de uma rede estadual de ensino em Indaiatuba (SP), Ricardo Pignatelli conversa com estudantes no Facebook, Twitter, MSN e Orkut. Para ele, a interação é de amizade sem deixar de lado seu caráter pedagógico, uma vez que faz uso dessas ferramentas para tirar dúvidas e atualizar os alunos com notícias relacionadas à disciplina. Pignatelli conta que alguns alunos acabam confundido essa relação. "Infelizmente, o Facebook também pode ser uma bela ferramenta de fofocas. Então, o professor deve explicar aos seus alunos em sala de aula que o que ele escreve na rede social é uma opinião própria, e que nem sempre é a opinião da maioria ou dos alunos", diz. Para ele, a criação de uma lei como a do estado americano é sinônimo de censura e cerceamento da liberdade individual de cada um.



Escola orienta seus professores nas redes sociais - Na Escola Crescer PHD, em Vitória (ES), os professores recebem orientação sobre a forma mais adequada de agir nas redes sociais e principalmente sobre como usar o meio virtual como ferramenta de ensino. Segundo o professor de português, Ricardo Carlos de Souza, a direção promove aulas para que a relação nas redes seja discutida entre todos. De acordo com Souza, as ferramentas online são utilizadas para realizar atividades educacionais, que recebem acompanhamento e autorização prévia da escola. Além disso, antes de aplicar um exercício que faça uso do Twitter ou do Facebook, os professores dão aula presencialmente sobre o meio virtual, na qual o objetivo é explicar a diferença de linguagem utilizada na internet e na sala de aula. Neste ano, todos os professores da instituição começaram a receber treinamento para também fazer uso das redes sociais como um meio de contato com os estudantes fora da escola. A ideia é estar sempre à disposição do aluno para tirar dúvidas, principalmente daqueles em fase de realizar as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e de vestibular.
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